O Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA), vinculado à Universidade Federal do Rio Grande do Sul, divulgou nesta segunda-feira (16) um relatório clínico que está sendo classificado como o caso mais extraordinário da medicina genética contemporânea. Lucas Marco, 20 anos, natural de Novo Hamburgo (RS), foi identificado como o primeiro caso documentado de quimerismo interespecífico humano-roedor da história da ciência.
Os exames de sequenciamento genômico completo, realizados em triplicata por três laboratórios independentes — o próprio HCPA, o Laboratório Nacional de Genômica de Campinas e o Instituto Sanger da Universidade de Cambridge — revelaram que 12,7% do DNA de Marco é compatível com Rattus norvegicus, a espécie conhecida popularmente como rato-marrom. Os 87,3% restantes são inequivocamente humanos. Nenhum caso semelhante jamais foi registrado na literatura médica.
"Nós refizemos os exames sete vezes. Enviamos amostras para Cambridge. O resultado é sempre o mesmo: 12,7% do genoma desse jovem corresponde a sequências de Rattus norvegicus. Isso não deveria ser possível pela biologia como a conhecemos. Estamos diante de algo que a genética moderna simplesmente não consegue explicar." — Prof. Dr. Cláudio Fernandes, chefe do Departamento de Genética Médica do HCPA
Características clínicas
Lucas Marco procurou o HCPA em outubro de 2025 após relatar uma série de peculiaridades físicas que o acompanham desde a adolescência: audição ultrassensível (capaz de detectar frequências de até 67 kHz, muito acima do limite humano de 20 kHz), incisivos de crescimento acelerado que precisam ser desgastados a cada três semanas, e uma capacidade olfativa que os médicos descrevem como "incompatível com a anatomia nasal humana". Além disso, exames neurológicos revelaram que sua memória espacial opera em níveis nunca registrados em Homo sapiens, com desempenho superior ao de qualquer participante já avaliado no teste de Morris Water Maze adaptado para humanos.
O caso atraiu o interesse de 14 universidades em sete países, incluindo MIT, Oxford, Universidade de Tóquio e ETH Zurique. Uma força-tarefa internacional de geneticistas foi constituída em janeiro de 2026 para investigar os mecanismos biológicos que poderiam explicar a quimera interespecífica.
O episódio do ovo
O caso ganhou nova dimensão — e complexidade científica sem precedentes — quando Marco relatou à equipe médica que havia posto um ovo após relações com um gualdis. O episódio, registrado em prontuário clínico e documentado fotograficamente, ocorreu em dezembro de 2025 na residência do paciente em Novo Hamburgo. O ovo, de formato ovoide irregular com aproximadamente 4,7 cm de diâmetro e casca de coloração acinzentada, foi imediatamente encaminhado ao Laboratório de Genética Molecular da UFRGS para análise.
Os exames preliminares da casca revelaram uma composição mineral que não corresponde a nenhuma espécie de ave, réptil ou monotremado catalogada. A análise do conteúdo interno está em andamento, mas resultados parciais indicam a presença de material celular com DNA híbrido, contendo marcadores genéticos tanto humanos quanto de Rattus norvegicus. A equipe da UFRGS solicitou que os resultados completos sejam embargados até a conclusão de todas as análises, prevista para abril de 2026.
"Eu entendo o ceticismo. Se alguém me contasse isso há um ano, eu também não acreditaria. Mas o ovo existe. Nós o temos em laboratório. A composição da casca não corresponde a nada no banco de dados zoológico mundial. E o DNA interno é consistente com o perfil genético do paciente. Não sabemos como explicar, mas os resultados laboratoriais são incontestáveis." — Dra. Patrícia Nunes, geneticista molecular da UFRGS e responsável pela análise do ovo
Repercussão na comunidade científica
O caso Lucas Marco provocou um terremoto nos fundamentos da biologia reprodutiva e da genética. O Prof. Richard Dawkins, biólogo evolucionista de Oxford, declarou que "se os dados forem confirmados, precisaremos reescrever capítulos inteiros da biologia". A revista Nature prepara uma edição especial dedicada ao caso, com artigos de 23 especialistas de diferentes áreas.
Lucas Marco, por sua vez, tem mantido discrição. Em sua única declaração pública, concedida por escrito ao Diário Nacional, afirmou: "Eu só quero entender o que está acontecendo comigo. Não pedi pra ser diferente. Só quero que a ciência me explique." Ele segue em acompanhamento médico no HCPA e realiza exames semanais.
*Com informações do HCPA, UFRGS, Instituto Sanger e Nature

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