Um estudo publicado na revista Science confirmou o que bilhões de pessoas ao redor do mundo já sabiam intuitivamente: o WiFi do vizinho é sempre mais rápido que o seu. A pesquisa, conduzida por uma equipe internacional de 47 pesquisadores de 12 países, analisou mais de 500 milhões de conexões residenciais e chegou a uma conclusão que desafia as leis conhecidas da física.

Segundo o estudo, quando um usuário se conecta à rede WiFi do vizinho — seja com ou sem autorização —, a velocidade medida é, em média, 3,7 vezes superior à de sua própria rede, mesmo quando ambas as redes utilizam o mesmo provedor, o mesmo plano e o mesmo modelo de roteador.

"Nós testamos todas as variáveis possíveis. Mesmo em condições absolutamente idênticas, a rede do vizinho apresenta desempenho superior. Estamos chamando isso de Efeito Parede Alheia." — Dra. Akiko Tanaka, líder da pesquisa e professora do MIT

Como funciona o Efeito Parede Alheia

Os pesquisadores ainda não conseguiram explicar completamente o fenômeno, mas a teoria mais aceita sugere que os sinais de WiFi se comportam de forma diferente quando "sabem" que estão sendo utilizados por alguém que não é o dono da rede. "É como se os fótons tivessem uma preferência por redes alheias", explicou a Dra. Tanaka.

A descoberta tem implicações profundas para a física quântica. O Dr. Hans Mueller, do CERN, afirmou que "se os fótons realmente têm preferência por redes vizinhas, precisamos reescrever boa parte do que sabemos sobre o comportamento de partículas subatômicas".

Operadoras reagem

As principais operadoras de telecomunicação do Brasil — Vivo, Claro e TIM — divulgaram nota conjunta afirmando que "a velocidade da internet contratada é entregue conforme o contrato" e que "o Efeito Parede Alheia não está coberto pelo SLA de serviço". A Anatel informou que vai abrir consulta pública sobre o tema.

*Com informações da Science, MIT e Anatel